1Up entrevista Soren Johnson

O 1Up publicou uma entrevista com Soren Johnson, desenvolvedor de Spore que veio da equipe do jogo Civilization IV ano passado, quando o jogo foi atrasado por um ano.

1UP: Ok, vamos voltar um pouco. O que tinha em Spore que fez você querer sair da Maxis? Trabalhar com Wright atraiu você? Ou foi o jogo em si?

SJ: Sim, os dois são bem legais. Mas eu achei que Spore é um dos poucos produtos que está querendo mudar como os jogos são feitos. Eu acho que a indústria dos jogos está sofrendo com o tamanho dos times. É difícil de ter uma noção do que você está trazendo para um projeto, e inevitavelmente a habilidade de fazer alguma mudança ou iteração quando você tem times de 100, 150 ou 200 pessoas acaba sendo muito pequeno. Quer dizer, Spore é um projeto com uma equipe de cerca de 100 pessoas, mas é basicamente dividido em grupos pequenos já que são todos esses estágios diferentes. E basicamente metade do crescimento dos times na indústria vem da necessidade de criar muito conteúdo. Especialmente para desenvolvedores que não abraçam a possibilidade de aleatorizar as coisas, ter um pouco de conteúdo aleatório. Então, você precisa criar toda essa arte e personagens e histórias e tramas e todo o resto. Eu não sei como empresas como a BioWare conseguem fazer isso. Eu sempre fico impressionado. Desenvolvedoras como a Firaxis acreditam que, se você tem esses pedaços que se encaixam de formas diferentes — uma certa estrutura com alguns elementos aleatórios — então o jogo vai se formar a partir daí. E você pode jogar de várias formas diferentes. Então um jogo como Pirates ou Civ não tem esse estilo grandioso de histórias da BioWare mas, para mim, isso não tira a vantagem do que os computadores fazem de melhor. E Spore parece um projeto muito interessante porque está tentando lidar com essa questão diretamente, dizendo “Por que você precisa desse arquivo de arte?” Nós podemos ter uma grande explosão de conteúdos sem um grande time de artistas — é uma escolha muito, muito interessante.