IGN: GDC 2006: Will Wright e Spore

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A seção mais informativa foi sobre as comunidades, sobre o “Conteúdo Polinizado”, que é basicamentecomo eles chamam o conteúdo criado por usuários que é automaticamente espalhado pela base de jogadores que estão conectados à internet.

Uma coisa que foi deixada clara, no caso de alguém ainda não saber, é que isso não é um simulador online. Não é um jogo multiplayer. Eles usam o termo “Jogo Massivo de Um Jogador” porque tudo o que um jogador faz e afeta é apenas no seu próprio jogo que apenas pega conteúdo de outros jogadores.

Basicamente, quando um jogador está conectado à internet e cria conteúdo para o jogo, ele será enviado automaticamente para os servidores de Spore. Isso inclui itens como criaturas, construções, veículos, flora e planetas terraformados.

Agora, quando jogadores criam eles mesmos os objetos, enquanto as coisas deles estão sendo enviadas, outras coisas serão baixadas para povoar o ambiente baseado na criatura que foi criada ou nas escolhas que foram feitas. Por exemplo, depois de criar uma criatura, o jogo vai procurar por outras criaturas que podem ser colocadas no ambiente para preencher o ecossistema com criaturas de hábitos e habilidades apropriadas.

É legal saber como o sistema de compartilhamento funciona, e bacana que esse recurso será inteligente e vai balancear a cadeia alimentar do planeta. Seria chato se acabasse com todas as criaturas do planeta sendo carnívoras e com níveis altos de agressão enquanto sua criatura herbívora só soubesse dançar, né?

Outra informação tirada desse artigo: graças à tecnologia de geração processual, os arquivos que serão compartilhados tem em torno de 10 Kb, o que é muito pouco, mas a Maxis vai tentar diminuir ainda mais, para cerca de 2~3 Kb para que não ocupe muito espaço no HD do jogador nem acabe deixando a internet muito lenta na hora de transferir mais.

Spore será lançado em 2007 nos celulares e em portáteis

Primeiro o mais importante: em uma entrevista no com a Red Herring, Will Wright anunciou que Spore só será lançado em 2007.

Outra informação importante que foi revelada na GDC é a que Spore terá versões para celulares. A informação veio na palestra de Mitch Laskey (presidente de uma desenvolvedora mobile comprada recentemente pela EA).

Em outra entrevista, agora pra AdvancedMN, Wright anunciou que Spore será lançado também para Nintendo DS e PSP.

Spore pode ser lançado para celulares

O GameSpot encontrou uma oferta de trabalho para desenvolver Spore. Novidade? Para versões portáteis.

Localizado na linda Califórnia, o time Spore procura por um experiente designer responsável por projetar, criar e gerenciar o sistema e conteúdo para títulos portáteis de Spore.

Não é de se impressionar. Como The Sims é o jogo mais vendido para PC, a Electronic Arts lançou recentemente The Sims 2 em todas as plataformas — incluindo o Nintendo DS, PSP e GameBoy Advance.

Will Wright fará apresentação na GDC 2006

Will Wright dará uma palestra na GDC desse ano, em março. A palestra de Wright é no dia 23, e foi anunciada de surpresa depois que a maioria das palestras já tinham sido anunciadas.

A palestra de Will Wright provavelmente mostrará mais de Spore. Segundo o anuncio oficial, a palestra é sobre estratégias de desenvolvimento e game design na nova geração.

Lembrando que há outras duas apresentações que vão usar Spore como assunto, então a GDC desse ano estará repleta de novidades para nós!

Washington Post: Evoluindo o Mundo Virtual

Washington Post:

Mas a multidão ficou mais encantada com Will Wright, criador de The Sims, que mostrou um novo jogo que está desenvolvendo na Electronic Arts chamado Spore. Ele permite que os jogadores criem espécies inteiras e façam com que elas evoluam dentro de um universo povoado por espécies e cidades criadas por outros jogadores. A idéia é colocar os jogadores no papel de um George Lucas ou um “Deus Galáctico”, disse Wright, e deixá-los compartilhar suas criações pela Internet em um ambiente virtual.

A criação de “mundos vivos” tem se tornado cada vez mais cara, e o conteúdo que os jogadores normalmente criam por conta própria não é tão bom assim, porque a maioria não possui a proficiência técnica dos desenvolvedores profissionais. Os criadores de jogos visam mudar isso, aproveitando o poder dos computadores para amplificar sua obra, disse Wright.

“Os computadores podem, na verdade, modelar os jogadores enquanto jogam, analisar o jogo deles - quais escolhas eles fazem, quais interações e frequências sociais”, disse ele. Os computadores podem melhorar os resultados das decisões dos jogadores usando modelos de física e comportamento.

Isso é o que acontece em Spore. Os jogadores criam criaturas usando menus simples, decidindo que tipo de membros e cores devem ter. No fundo, o computador aplica modelos de animação para fazer suas criaturas parecerem algo feito pela Pixar.

Wright mostrou animações vívidas das cidades, que vão desde aldeias fantasiosas até cidades urbanas que lembram onde vivemos hoje. As criações de cada jogador aparecem nas telas de outros jogadores porque o Spore redistribui a criação de cada pessoa pela Internet para todos que estão jogando. Os jogadores começam criando criaturas unicelulares, que evoluem para civilizações inteiras. Eventualmente, o jogo leva à viagem espacial ao redor de um universo repleto de planetas imaginários, cada um representado em detalhes surpreendentes.

“Por muito tempo, os jogos foram considerados os novos filmes”, disse Wright. “Isso ignora as oportunidades interessantes nos jogos.”