Washington Post: Evoluindo o Mundo Virtual

Washington Post:

Mas a multidão ficou mais encantada com Will Wright, criador de The Sims, que mostrou um novo jogo que está desenvolvendo na Electronic Arts chamado Spore. Ele permite que os jogadores criem espécies inteiras e façam com que elas evoluam dentro de um universo povoado por espécies e cidades criadas por outros jogadores. A idéia é colocar os jogadores no papel de um George Lucas ou um “Deus Galáctico”, disse Wright, e deixá-los compartilhar suas criações pela Internet em um ambiente virtual.

A criação de “mundos vivos” tem se tornado cada vez mais cara, e o conteúdo que os jogadores normalmente criam por conta própria não é tão bom assim, porque a maioria não possui a proficiência técnica dos desenvolvedores profissionais. Os criadores de jogos visam mudar isso, aproveitando o poder dos computadores para amplificar sua obra, disse Wright.

“Os computadores podem, na verdade, modelar os jogadores enquanto jogam, analisar o jogo deles - quais escolhas eles fazem, quais interações e frequências sociais”, disse ele. Os computadores podem melhorar os resultados das decisões dos jogadores usando modelos de física e comportamento.

Isso é o que acontece em Spore. Os jogadores criam criaturas usando menus simples, decidindo que tipo de membros e cores devem ter. No fundo, o computador aplica modelos de animação para fazer suas criaturas parecerem algo feito pela Pixar.

Wright mostrou animações vívidas das cidades, que vão desde aldeias fantasiosas até cidades urbanas que lembram onde vivemos hoje. As criações de cada jogador aparecem nas telas de outros jogadores porque o Spore redistribui a criação de cada pessoa pela Internet para todos que estão jogando. Os jogadores começam criando criaturas unicelulares, que evoluem para civilizações inteiras. Eventualmente, o jogo leva à viagem espacial ao redor de um universo repleto de planetas imaginários, cada um representado em detalhes surpreendentes.

“Por muito tempo, os jogos foram considerados os novos filmes”, disse Wright. “Isso ignora as oportunidades interessantes nos jogos.”

CNET News: Os jogos do amanhã, criados pelos jogadores enquanto eles jogam

CNET News:

Com o custo de jogos disparando, times de desenvolvimento estão crescendo para proporções de estúdios de cinema. A única maneira de evitar essa armadilha é em escalar os jogadores para ajudarem a criar seus próprios mundos, um grupo de criadores disse na quinta-feira.

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O novo jogo de Wright, chamado de Spore, populará planetas fictícios com animais e cidades criadas totalmente por outros jogadores. Allard diz que o Xbox 360 estimulara outros desenvolvedores a permitirem que seus jogadores adicionem coisas aos mundos, e até mesmo vender suas criações através da loja central do Xbox.

PC Magazine: Interatividade e jogos - os próximos passos

PC Magazine:

A sessão de de manhã na EG 2006 era a que eu mais queria assistir, e foi espetacular. Wurman admitiu que ele sabia muito pouco sobre criar jogos, mas ele teve grandes pessoas que expliram para ele como, incluindo Bing Gordon, que exibiu a adaptação de “O Poderoso Chefão”; Will Wright demonstrou Spore, James Jorris mostrou simulações militares, e J. Allard falou sobre tornar os jogos mais mainstream.

[…]

[Sobre Spore] O jogo foi incrível. De várias maneiras, ele me lembrou de SimLife, um jogo antigo da Maxis no 802, mas reimaginado para jogabilidade moderna. Animações e comportamentos são completamente criados pelo computador, com as criações sendo criadas por outras pessoas. Você começa evoluindo uma célula simples, depois acasalando com outras criaturas, e eventualmente criará estruturas e sociedades, veículos, e naves espaciais para exporar o universo. Esse é o jogo que eu mal posso esperar para experimentar.

ShackNews: Wright e Allard: Você faz o jogo

ShackNews:

Wright diz que aprendeu o poder do fenômeno de assistir jogadores em SimCity e The Sims gastarem horas personalizando seus personagens e criando objetos no jogo para serem compartilhados online. Seu novo jogo, Spore, ainda em desenvolvimento na Electronic Arts, é feito com esse fenômeno em vista. Jogadores vão controlar uma espécie que evolui desde um organismo unicelular até se tornar um deus galáctico, criando o visual e a personalidade de sua espécie e, depois, as ferramentas, cidades, e até mesmo os planetas que serão habitados.

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Allard contou a história de conhecer uma criança de 12 ou 13 anos de cidade ano passado e apresentando a ele um jogo de basquete no novo Xbox 360. Ao invés de passar horas fazendo cestas ou brincando com seus amigos, o garoto passou duas horas criando um par de tênis, dizendo que era isso que ele queria fazer quando crescesse.

Will Wright revela detalhes dos recursos online de Spore na Entertainment Gathering

No início deste mês, J. Allard (Vice-Presidente de Jogos, Microsoft), Bing Gordon (Diretor Criativo, EA), James Korris (Instituto de Tecnologias Criativas da USC) e Will Wright (Designer de Spore, Maxis / EA) fizeram palestras no Entertainment Gathering. O tema era Interatividade & Jogos, e a mensagem principal provavelmente era que os jogos estão se voltando mais para um estilo aberto de comunidade. Comparável com a Wikipedia, no futuro os jogadores serão os que criam o conteúdo para jogos, que serão mais uma plataforma para esse conteúdo ser jogado.

Will Wright usou Spore como um exemplo de um jogo que funciona desta maneira. Wright disse que o jogador deve ser capaz de criar algo que pareça ser feito por um animador da Pixar. Em vez de colocar o jogador no papel de Frodo Baggins ou Luke Skywalker, o jogador deve ter o papel de George Lucas ao jogar um jogo — desenvolvendo uma história em vez de seguir uma predefinida. Os jogos devem deixar de ser “o novo filme”, ​​o que eles consideram há muito tempo.

Uma série de artigos sobre a palestra foram publicados, estamos juntando para postar os links aqui.

O site SnootySpore conseguiu uma imagem do evento, com uma cidade sendo criada:

Cidade alienígena